Piscicultores de Rondônia investem em pirarucu de cativeiro

Rondônia, 27 de Novembro de 2014

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Postado em 01/02/2012 14:04 h | Fonte: Veja Noticias

Piscicultores de Rondônia investem em pirarucu de cativeiro




Chips com números de identificação serão colocados nas matrizes e funcionam como uma certidão de nascimento do animal

Piscicultores de Rondônia investem em pirarucu de cativeiro

O pirarucu é o maior peixe de escama de água doce, pode passar de 200 quilos. De carne nobre, é considerado o bacalhau da Amazônia. Ameaçado de extinção, o pirarucu não pode ser pescado na região. A produção em cativeiro é uma alternativa para manter e melhorar a espécie. Hoje são 30 criadores, que garantem de 300 a 400 toneladas do pescado ao ano. A luta vem desde 1988 e foi justamente por causa da tradição nesse tipo de criação, que Rondônia é o único estado brasileiro a receber autorização para exportar o pirarucu de cativeiro. O Ministério da Pesca publicou no mês passado uma instrução normativa que regulariza o comércio para qualquer país, mas a normativa faz uma série de exigências, que os criadores têm até 90 dias para cumprir.

A principal delas é a comprovação da origem do peixe, trabalho que começou a ser feito na região de Primavera de Rondônia, centro sul do estado. Chips com números de identificação serão colocados nas matrizes e funcionam como uma certidão de nascimento do animal. O piscicultor Carlindo Filho corta ainda uma amostra da cauda, que será levada para laboratório para fazer o mapeamento do DNA. As centrais de reprodução são a parte principal da cadeia produtiva do pirarucu. Existem quatro em Rondônia. Os peixinhos são levados para tanques assim que passam da fase de alevinos. Eles recebem ração especial e todos os cuidados necessários. Quando atingem 20 centímetros estão prontos para voltar ao criador e entrar na segunda fase, a de engorda, período que chega a 90 dias.

Só depois de um ano, eles estão prontos para serem comercializados, quando chegam a 12 quilos. Pequenos e grandes produtores do estado estão se organizando para aumentar a produção e melhorar a qualidade do peixe. Mercado para ele não falta, Estados Unidos, Alemanha e Japão querem o peixe nobre da Amazônia.




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